segunda-feira, 4 de junho de 2012

Síndrome de Down é assunto de seminário



JUCIELE BALDISSARELLI
Repórter

Cerca de 120 pessoas aprenderam um pouco mais sobre o significado do pensamento de que pessoas com Síndrome de Down não devem apenas fazer parte da sociedade, mas sim se sentir parte dela. Essa foi à ideia central levada a diversos profissionais da área de educação, medicina, além de pais e interessados pelo assunto no primeiro Seminário da Síndrome de Down, promovido pela empresa Incape Eventos.
O evento aconteceu no hotel Renar em Fraiburgo na última sexta-feira (1) e sábado (2).  Ao longo dos dois dias, diversos profissionais estiveram falando sobre suas experiências e das melhores maneiras de se tratar a pessoa com síndrome no convívio familiar, social e escolar. A médica pediatra especialista em medicina do adolescente, Beatriz Elizabeth Bermudez, destacou que as necessidades físicas, pessoais e profissionais que a pessoa com Síndrome de Down apresenta são as mesmas, como a de qualquer outra pessoa. Essa síndrome é considerada a mais comum e de grande quantidade nos dias atuais.
Já doutora em psicologia Maria de Fátima Joaquim Minetto, relatou que é normal o sofrimento dos pais ao saberem que o filho é Down. Ela explicou que é próprio do ser humano a preocupação diante do desconhecido e que ninguém está preparado para lidar com um filho com a síndrome, no entanto, é algo simples a partir do momento em que se aprende e se busca orientação sobre o assunto.
“A aceitação está relacionada com o momento por qual aquela família está passando, se o casal está com boa convivência e possuem instruções as possiblidades de aceitação imediata são maiores. No entanto, nunca devemos julgar alguém por sentir dificuldades no começo de aceitar essa situação, pois é algo que é próprio de cada ser, é um tempo que a pessoa precisa para assimilar o significado disso tudo”, comentou.
Para a assistente social que é mãe de um rapaz de 23 que tem a síndrome, Noemia da Silva Cavalheiro, a família tem papel decisório na inclusão dessa pessoa junto à sociedade, no entanto, é exatamente nesse contexto que existe o maior preconceito.  “São pessoas que tem algumas limitações, mas isso não os impede de ter sonhos e quererem concretizar seus objetivos”, afirmou.
A baixa participação dos educadores fraiburguenses no seminário foi apontado pela organizadora e psicopedagoga Mariza Mello, como algo preocupante. Segundo ela, a presença de pessoas com Down nas salas de aulas é cada vez maior em função da educação inclusiva, no entanto, a maior parte dos educadores era de outras cidades e até mesmo dos estados vizinhos. No mês de outubro novo seminário deverá acontecer, no entanto, terá como tema o autismo.
FOTOS ROSE PROÊNCIO/RÁDIO FRAIBURGO AM

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