quinta-feira, 15 de março de 2012

Produtores de maçã terão incentivos


O ato de conscientização promovido durante a abertura da Colheita da Maçã que Fraiburgo sediou no dia 10 de fevereiro, começa a dar os primeiros resultados. Naquela oportunidade, a Associação Brasileira de Produtores de Maçã (ABPM), juntamente com a municipalidade procuraram chamar atenção da esfera Estadual e Federal para crise que o setor tem passado nos últimos anos.
Uma carta de reivindicações foi apresentada para o Governador do Estado Raimundo Colombo, para o senador Luiz Henrique da Silveira, e outras autoridades que estiveram no local durante a reunião técnica. Por sugestão do prefeito Nelmar Pinz foi criada a Comissão Permanente de Defesa da Pomicultura, onde o senador Luiz Henrique é o presidente.
Na última quarta-feira (14), o diretor executivo da ABPM Moisés Lopes de Albuquerque, esteve em Brasília, onde participou com o senador Luiz Henrique no Ministério da Agricultura de um encontro. O assunto foi novamente a pauta de reivindicações entregue no dia da abertura da Colheita em Fraiburgo. Durante o encontro, o secretário de Políticas Agrícolas do Ministério da Agricultura, Caio Rocha, anunciou a liberação de recursos para serem utilizados na implantação da cobertura de telas para os pomares de maçã.
De acordo com vice-prefeito, Beto Ferreira, a liberação se dará de três maneiras, escolhidas de acordo com o tamanho de cada produção. Ou seja, para produtores pequenos serão liberados até R$ 10 mil, com juros de um por cento ao ano, com prazo de pagamento de dez anos com três de carência. A segunda é para produção de mais de dez hectares. Serão liberados R$ 130 mil, com juros de dois por cento ao ano e com prazo de pagamento de dez anos e carência de três. A terceira faixa contempla os produtores considerados grandes com liberação de até R$1,3 milhões, com juros de 6,75% ao ano, com prazo de pagamento de 12 anos, além dos três de carência.
Ainda no dia em que ocorreu a Abertura da Colheita da Maçã, Colombo disse que a partir da próxima safra, o Estado vai acrescentar no programa Juro Zero Agrícola o subsídio de metade do que os produtores pagam pelo seguro agrícola. Atualmente, o Governo Federal subsidia 60% do custo. Agora o Estado vai subsidiar parte do restante, deixando apenas 20% do total como custo para o produtor. "O setor vai dar a volta por cima, nossos projetos visam apoiar esse crescimento e incentivar o investimento na produção da fruta", enfatizou Colombo.
FOTO SÍLVIA PALMA


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